7 lições de Empreendedorismo em Stanford e Vale do Silicio

 

Resumindo é o famoso “tenha fé”! Quando você acredita que você consegue, sua cabeça
começa a criar caminhos para você chegar la. Comecei com um e-commerce para ganhar experiência, vendia camisetas de “programmer t shirts” para os americanos, foi meu primeiro caminho…

“Quando você quer algo, o universo conspira para você chegar la.” diz Paulo Coelho

E também é o mesmo truque do livro “O segredo”.

Então, este é o primeiro ponto: acredite que você vai conseguir e você começará a se comportar de modo que chegue no seu objetivo. Mesmo que voce nao chegue, já ficará acima da média.

2 Nada acontece por acaso.

Você já deve ter lido sobre inúmeras historias de sucesso que aconteceram no Vale do Silicio – Google, Apple, Oracle, HP, etc.

Pois é, aconteceram no Vale do Silicio porque toda a cultura do Vale do Silicio é voltada para isso – criar grandes empresas. Existem investidores de riscos, mentores de startups, o empreendedor é idolatrado, mesmo que tenha falhado alguma vezes. O Vale do Silicio é como Veneza no Renascentismo e é lá que existe a cultura do empreendedorismo, inovação e como escalar um negocio. Universidades, como Stanford por exemplo, estão alinhadas com os professores e investidores de risco para criar milionários que gerarao mais retorno e fama para a universidade.

3 Falhe rápido, falhe sempre

O Vale do Silício ja abracou as falhas como um processo indispensável. E todos sabem que nenhum plano de negócios resiste ao primeiro encontro com os clientes. Por isso, eles querem pessoas de cabeça aberta, que escute o cliente e aprenda rápido o que os clientes realmente gostam e não gostam. Eles sabem que o processo de criação de empresas é um processo constante de falhas e testes ate que a startup descubra uma mina de ouro onde ela possa escalar e ganhar mercado.

4 Avaliação do cliente deve ser acima de 9

Você só conseguirá sobreviver seu negocio se as avaliações dos clientes forem maiores do que 9 sobre 10.

Simplesmente porque as pessoas fazem negócios com aquelas que eles confiam.

Os que não gostaram do seu serviço ou produto, vão largar sua empresa e ainda tirar possíveis clientes de você.

5 Empreendedores devem ser bons em escutar

Empreendedores devem entender que não são donos da verdade e, que cada iteração com cliente, é uma oportunidade de mercado que ele pode descobrir. Alem disso, empreendedores estão dispostos a trocar totalmente de negócios se perceberem que sua ideia inicial estava errada.

6 Programadores no Vale do Silício criam negócios muito mais rápidos do que qualquer outra região do mundo.

Muitos programadores do Vale do Silício são empreendedores que acompanham as noticias de tecnologia e startups ao mesmo tempo. Alem disso, toda a cultura de empreendedorismo ja faz parte da região. Por isso, quando eles veem uma oportunidade, eles se juntam, trabalham em maratonas de programação e começam a testar o mercado e atrair investidores. Rápido, tudo muito rápido. Então, fica muito difícil para um homem de negócios que não sabe programar acompanhar o que esse pessoal faz.

7 Empresas de investimento de risco torram centenas de milhões.

Empresas de investimento chegam a ter 500 milhões de dólares para investir em startups. Elas colocam de 2 a 15 milhões em cada uma e a grande maioria quebra ou nunca cresce. Lógico que existem empresas de investimentos que trabalham com diferentes estratégias e entram em diferentes estágios de crescimento de uma startup. Mas a regra geral é torrar centenas de milhões de dólares e esperar que uma dessas vire uma Google e passe a valer mais de 2 bilhões de dólares – e então eles tem um lucro absurdo.

O Programa Estadual para a Conservação da Biodiversidade – PROBIO/SP

O Programa Estadual para a Conservação da Biodiversidade – PROBIO/SP é um dos 10 programas prioritários criados pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (1995). Estes programas estão embasados nos pressupostos da Agenda 21 e visam articular as ações relacionadas a eles dentro e fora do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA).

O PROBIO/SP trata, na escala estadual, de um tema muito importante para o País que é a diversidade biológica ou “diversidade da vida”. Em 1994, o Brasil ratificou a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que define as diretrizes, para as ações dos países, referentes a esta questão.

Não se sabe ao certo quantas espécies diferentes de plantas e animais existem no planeta. As estimativas variam dos 10 aos 50 milhões, sendo que deste total apenas 1,5 milhão foram classificadas pelos cientistas, até hoje. O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade, o que em muito se deve por abrigar cerca de 28% do que resta das florestas tropicais do planeta.

No interior de suas fronteiras estão alguns dos “Hot Spots” de alta prioridade na terra, como a Mata Atlântica e o Cerrado. O Estado de São Paulo, que possui o maior remanescente de Mata Atlântica do País, é o único Estado na Federação que tem uma equipe e uma linha de ação voltadas para o tema biodiversidade.

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Probio Mapa Brasil

  • Workshop “Bases para Conservação e Uso Sustentável das Áreas de Cerrado no Estado de São Paulo”
  • Publicação Entendendo o Meio Ambiente – descreve os principais tratados e convenções (como CITES, RAMSAR, CLIMA, BIODIVERSIDADE) de forma clara e sucinta.
  • Site sobre as Unidades de Conservação sob administração da Secretaria do Meio Ambiente, contendo bancos de dados, mapas, documentos e legislação pertinente. Incluindo a lista de espécies da flora e avifauna do Parque Estadual da Cantareira
  • Domínio da Mata Atlântica – Este texto faz parte do livro Adote um Parque do Probio/SMA (no prelo). Descreve as várias formações florestais, legislação incidente e unidades de conservação do Estado de São Paulo.
  • Espécies da Fauna Silvestre Ameaçadas de Extinção do Estado de São Paulo.
  • Boletim PROBIO/SP, que tem por objetivo divulgar os conceitos ligados à biodiversidade, trazendo o conceito de conservação da biodiversidade para o nível mais concreto.
  • Agenda de Ecoturismo do Vale do Ribeira

Além das informações da própria Secretaria (SMA) outro link muito importante para o Programa Estadual para a Conservação da Biodiversidade é o BIOTASP iniciativa colaborativa, que tem como meta sistematizar as informações disponíveis para a tomada de decisão sobre prioridades de conservação e utilização sustentável da biota do Estado.

PROBIO/SP – Programa Estadual para a Conservação da Biodiversidade

Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo
Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345
CEP: 05489-900 – São Paulo – SP – Fone: (011) 3030-6625; (011) 3030-6626
Email: probio.sp@cetesb.sp.gov.br
Fonte: cetesb.sp.gov.br

 

Projeto Genoma – Leishmania

Bem-vindo ao Projeto Genoma Leishmania!

Este é um depositário de informações e anúncios relacionados com os esforços que patrocinou para montar um completo mapas genômico.

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TDR com ajuda da lançou uma iniciativa para a análise dos genomas dos parasitas-alvo com os seguintes objetivos:

  • Desenvolvimento de mapas de baixa resolução de parasitas (1000 unidades).
  • O organismo específico deve ser selecionado por consenso dos investigadores;
  • Implementação de tecnologias e fornecimento de acesso universal bases de dados e programas de gestão novas e rentáveis

Parasite Genome Networks foram criados pelas organizalções Filaria, Schistosoma, Leishmania, Trypanosoma e tem o planejamento para realizar e elaborar orientações no sentido de alcançar estes objetivos.
Tendo em vista os recursos limitados disponíveis, a análise do genoma do Plasmodium, que está sendo apoiado financeiramente por outras instituições, não foi incluído nesta iniciativa.

Ele também foi reconhecido que a contribuição financeira TDRs só representam uma fração dos recursos necessários e que a colaboração com outras instituições, nesta iniciativa seria necessário para atingir os objetivos.

Organismos selecionados – Leishmania

L. infantum, foram selecionados peruviana promastigotas de L. major e L. para a análise do genoma com base na patologia da doença, a diversidade biológica, variação fenotípica, ferramentas moleculares disponíveis, a facilidade de manipulação laboratorial, modelos experimentais de acolhimento e vetor do parasita, purificação metacíclica e produção amastigotas axênico, e tendo em consideração as iniciativas que estão sendo realizados em vários laboratórios e os extensos dados já disponíveis em sequências ou sobre o mapeamento de genes.

Devido à tendência evolutiva de espécies de Leishmania para mostrar a conservação da organização de grandes regiões cromossómicas, prevê-se que os dados a partir de uma espécie será prontamente aplicável a todas as espécies. Um cromossomo por cromossomo abordagem, assim, irão permitir uma integração e aplicação de dados obtidos a partir de diversas espécies, permitindo ao mesmo tempo laboratórios individuais para manter seu foco sobre as propriedades biológicas que os levaram a cada cromossomo inicialmente.

investigadores participantes devem se obterem as três espécies de referência, a fim de permitir que as correlações cruzadas e recolhidos na base de dados do genoma de Leishmania. Todos os pesquisadores são convidados a utilizar uma das três espécies selecionadas ao iniciar novos projetos relativos ao genoma.

Maiores informações Entre em contato conosco
Equipe BDT

Coleções Zoológicas Brasileiras

Este banco de dados ainda está em estruturação. É o resultado de um levantamento das coleções zoológicas brasileiras realizado pela Base de Dados Tropical com financiamento do PADCT.

Está inserido em um projeto maior, “Biodiversidade: Perspectivas e Oportunidades Tecnológicas”, que visa caracterizar a capacitação do país nas principais áreas do conhecimento que contribuem para a preservação, uso e manejo da biodiversidade (fauna, flora e microbiota).

As informações disponíveis incluem: dados cadastrais, acervo, finalidade principal da coleção, principais linhas de pesquisa, intercâmbios, projetos em andamento e equipe técnica.

Nosso objetivo é cadastrar o maior número de coleções zoológicas possível entre em contato com nosso fale conosco.

Dora Ann Lange Canhos
Base de Dados Tropical
Caixa postal 1889
13001-970 Campinas SP

Para buscar qualquer informação, digite a palavra chave desejada.

Espécies Arbóreas da Mata Atlântica

Este é o resultado da compilação de dados da literatura sobre a ocorrência de espécies arbóreas na Mata Atlântica, realizado por Marinez Ferreira de Siqueira (BDT – Fundação Tropical), Fernando Roberto Martins (UNICAMP), Jorge Y. Tamashiro (UNICAMP) e George J. Shepherd (UNICAMP), colocadas à disposição via Internet através de trabalho conjunto com a Base de Dados Tropical.

A Mata Atlântica, apesar de ser um dos mais diversificados ecossistemas florestais do Brasil, ainda é pouco conhecida floristicamente, existindo muita divergência quanto à conceituação do que é efetivamente Mata Atlântica e quais são os seus limites. (Leitão Filho 1993)
Originalmente, a Mata Atlântica abrangia, até o início deste século, 16 estados brasileiros, cobrindo cerca de 1.100.000 km² (SOS Mata Atlântica & INPE 1992/93), restando, atualmente, apenas 5% da sua cobertura original (CMA 1992). Este intenso desmatamento foi um dos fatores que motivaram a criação em 1991/92 da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica(CMA 1992).

A intenção é oferecer a pesquisadores e interessados no tema uma fonte de consulta sobre a flora arbórea da Mata Atlântica.

 

mata1 A Mata Atlântica, formação florestal distribuída ao longo da costa brasileira, formava, originalmente, uma faixa de mata contínua desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Hoje a Mata Atlântica e um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta, restando aproximadamente 5% da sua cobertura original que abrangia,
até o início deste seculo, cerca de 1.100.000km² (SOS Mata Atlântica & INPE 1992/93).

A definição de seus limites ainda é controversa, alguns autores definem sua distribuição como restrita a faixa litorânea (Joly et al. 1991, Leitão Filho 1982), outros admitem uma penetração para o interior na Região Sudeste (Rizzini 1963, Romariz 1972).

A Mata Atlântica está distribuída ao longo de uma grande variação latitudinal, ocupando cerca de trinta graus de latitude, desde seu limite norte até o seu limite sul. Também possue grande variedade altitudinal, ocupando áreas desde o nível do mar podendo chegar até aproximadamente três mil metros de altitude no topo das serras. Esta distribuição geográfica ocasiona uma grande variedade ambiental (clima, relevo, solo etc). Por consequência, encontramos na Mata Atlântica uma grande variedade de espécies, concentrando neste ecossistema uma parte considerável da biodiversidade de flora e de fauna do Brasil e do mundo.

O nível de destruição observado na Mata Atlântica é tão alarmante que em 1992 este ecossistema foi elevado a categoria de Reserva da Biosfera (CMA 1992), numa tentativa de se conter o desmatamento, favorecer o levantamento da biodiversidade existente e estabelcer planos de manejo para a região. Ainda se conhece muito pouco a flora e a fauna. Por isso e tão importante a implantação de projetos visando primeiramente o conhecimento desta biodiversidade e posteriormente estabelecer planos de manejo viáveis para a Mata Atlântica.

Este banco de dados é resultado de uma primeira aproximação das espécies arbóreas ocorrentes na Mata Atlântica através de uma pesquisa bibliográfica, incluindo levantamentos feitos desde 1945 até 1994. Devido ao grande intervalo de tempo entre os trabalhos utilizados no banco de dados, o nome das espécies arbóreas encontradas foram atualizados de acordo com as revisões taxonômicas disponíveis na literatura, visando fornecer uma listagem atualizada dessas espécies.

Jacaré do Papo Amarelo

JACARÉ DO PAPO AMARELO – CAIMAN LATIROSTRIS

As informações aqui contidas são resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Comitê do Studbook Regional do Jacaré de Papo Amarelo, Caiman latirostris, colocadas a disposição via Internet através de projeto conjunto com a BDT.

Os crocodilianos são répteis pertencentes à Sub-classe Arqueosauria, a mesma dos dinossauros e pterosauros, tendo- se diferenciado como grupo a cerca de 205 milhões de anos no Triássico Superior.

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Atualmente encontram- se divididos em três sub-famílias, oito gêneros e vinte e duas espécies. Cinco delas, todas pertencentes a sub-família Alligatorinae, encontram- se no Brasil, sendo chamadas indistintamente de “jacarés” ou distinguídas umas das outras por sufixos de origem tupi- guarani ou termos em língua portuguesa. São elas:

  • jacaré-açu (Melanosuchus niger),
  • jacarépaguá (Paleosuchus palpebrosus),
  • jacaré-curuá ou em sua forma aportuguesada jacaré-coroa (P. trigonatus),
  • jacaré-tinga e jacaré-do- Pantanal (Caiman crocodilus crocodilus e C. crocodilus yacare, respectivamente) e
  • jacaré-de-papo-amarelo (C. latirostris).

O jacaré-de-papo-amarelo encontra-se ameaçado de extinção. A causa principal deste processo tem sido a sistemática destruição de seus habitats de ocorrência natural que são as lagoas marginais e várzeas de rios das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil. O couro e carne de grande valor contribuiram também para seu declínio populacional devido à caça excessiva.

Muitos métodos de utilização econômica e conservação têm sido aplicados em vários países do mundo com as diversas espécies de crocodilianos. Estes projetos baseiam-se em geral em programas de propagação em cativeiro das espécies ameaçadas de extinção, repovoamento de áreas naturais, exploração racional de populações nativas e criação em cativeiro das espécies mais valiosas.

Os crocodilianos são vertebrados de hábito anfíbio, que vivem em rios, lagos, várzeas, pântanos, igarapés e estuários. Estes habitats variam em qualidade da água, concentração de sal e outras características e encontramse ecologicamente ligados a comunidades terrestres que incluem desertos, savanas, campos cerrados e florestas. A maior parte deles é encontrada nos trópicos, embora possam se estender a algumas regiões de clima subtropical (ALCALA DY- LIACCO, 1989).

O comportamento dos crocodilanos, apesar de sua aparente imobilidade é complexo, surpreendente e bastante diferente dos demais répteis. De acordo com sua funções primárias ele pode ser dividido em três categorias básicas: mantença, social e reprodutivo. Na primeira categoria incluem-se os seguintes ítens: atividade sazonal e diária, locomoção, forrageamento, termorregulação, balanço hídrico e osmótico, territorialidade, modificações no habitat, procura de abrigo, temperamento e estresse, habituação e aprendizado e interações interespecíficas. Na segunda categoria – comportamento social – podem ser incluídos os seguintes ítens: comunicação, gregariedade, dominância hierárquica e territorialidade. O comportamento reprodutivo, por sua vez, pode ser dividido em: geral, corte e cópula, nidificação, incubação, eclosão e pós-eclosão (LANG, 1987a).

Os crocodilianos, como outros répteis, regulam sua temperatura corpórea por uma combinação de mecanismos comportamentais e fisiológicos (SMITH, 1979). O comportamento de termorregulação inclui buscar e evitar fontes de calor. A alimentação demanda energia e leva à procura de calor enquanto que a abstinência alimentar leva o animal a evitar o calor a fim de diminuir sua taxa metabólica. Animais doentes procuram fontes de calor para aumentar sua resistência à doença. A resposta térmica à disponibilidade de alimento maximiza o ganho líquido de energia e promove um crescimento mais rápido para animais em cativeiro. Consequentemente a manutenção de uma faixa térmica adequada entre 25 e 30 graus Celsius determinará a taxa de crescimento, saúde e bem estar dos animais mantidos em cativeiro (LANG, 1987b).

O ciclo reprodutivo dos crocodilianos tem-se mostrado mais complexo e evoluído do que o dos demais répteis. Sua maturidade sexual é dependente do tamanho e idade dos animais, sendo que normalmente os machos crescem mais rápido e apresentam um porte maior que as fêmeas quando adultos. De um modo geral os jacarés, aligatores e os pequenos crocodilos alcançam a maturidade sexual com um porte relativamente pequeno, enquanto que os maiores crocodilos e o gavial tormam-se sexualmente maduros apenas quando relativamente grandes (MAGNUSSON et alli, 1989).

Ainda de acordo com estes autores, o período reprodutivo dos crocodilianos pode se distribuir ao longo do ano como no jacaré-tinga (Caiman crocodilus crocodilus) na Amazônia; em duas épocas distintas, como no crocodilo-do- Nilo (Crocodylus niloticus) em Uganda e no Quênia, em que algumas fêmeas ovipositam em agosto e outras em dezembro; ou por fim em uma determinada época do ano, como nas demais espécies.

Estabeleceu-se que a alimentação dos jacarés-de-papo-amarelo em cativeiro deve ser eficiente não só do ponto de vista da manutenção do animal mas também do crescimento dos jovens e da reprodução dos adultos. Deste modo, não sendo ainda possível o estabelecimento da nutrição adequada da espécie, por falta de dados, propõe-se que se estabeleça uma alimentação variada em que conste não só carne mas também ossos e víceras, na tentativa de suprir as necessidades dos animais quanto a crescimento e reprodução.

O custo da alimentação é um fator relevante por se tratar de uma espécie carnívora. Propôs-se a utilização na medida do possível de sub-produtos de origem animal como descartes de avicultura, suinocultura, bovinocultura, cunicultura e outras que se destaquem regionalmente. Estes materiais podem ser encontrados em grandes quantidade e baixo custo e já vêm sendo utilizados no Brasil e em outros países na alimentação de crocodilianos com bons resultados.

Estabeleceu-se que a forma e local de fornecimento do alimento devam ser função do porte e pré-condicionamento dos animais. De um modo geral deve-se fornecer aos filhotes e jovens carne moída com ossos e víceras, podendo complementá- la com presas vivas ou frescas como peixes pequenos e insetos atraídos por armadilha luminosa ou criados para este fim.

A alimentação dos filhotes deverá se iniciar a partir do quarto ou quinto dia após a eclosão dos ovos. Antes disso eles consomem suas próprias reservas nutricionais e não se alimentam. Nesta fase inicial eles parecem ser atraídos pela movimentação de pequenas presas como peixes, girinos e insetos, que podem ser fornecidos vivos em bandeja com 2 ou 3 cm de profundidade de água, uma vez ao dia. Assim que os filhotes exibam comportamento de procura pelo alimento pode- se iniciar o fornecimento diário (cinco a sete dias por semana) crescente de carne moída com ossos na margem da água até se chegar à quantidade de 3% de seu peso vivo em matéria original. A partir daí pode-se diminuir até cessar o fornecimento de presas vivas.

Os adultos exibem uma grande variação individual em relação ao comportamento e preferência alimentares, podendo se recusar a consumir determinados produtos sem causa aparente. Por isso deve-se tentar evitar dentro do possível mudanças bruscas de dieta, período de fornecimento e mesmo tratador, que dificultam o condicionamento dos animais. Sua alimentação deve ser fornecida uma única vez por semana na quantidade de 7% de seu peso vivo em matéria original, sendo constituída de presas inteiras como aves, peixes e pequenos roedores e pedaços de carne com ossos, de um tamanho que possa ser engolido por eles. Os animais adultos podem passar até três meses aproximadamente sem receber alimento nos meses de inverno nas regiões de clima mais frio.

Local e horário de fornecimento do alimento também devem ser função do comportamento individual e pré-condicionamento dos animais, além do esquema de trabalho local. Um estudo de comportamento alimentar de filhotes desenvolvido no CIZBAS/ESALQ/USP, a ser publicado, mostrou dois picos de procura por alimento ao longo do dia: um grande por volta do meio-dia e outro menor no início da noite, que coincidem com os períodos de maior atividade dos animais. Os filhotes normalmente condicionam- se com facilidade a apanhar o alimento fora d’água. Isto traz a vantagem de sujar menos a água do tanque. Os adultos mostram uma grande variação quanto a isso; alguns só apanham o alimento quando fornecido na água, outros o apanham na margem e trazem para a água e outros ainda apanham e ingerem o alimento fora d’água. Um bom resultado pode ser obtido condicionando-se os animais a apanhar o alimento em uma prancha de madeira inicialmente colocada quase inteiramente na água, sendo retirada gradualmente para fora.

A médio prazo a produção de rações industriais poderá ampliar a gama de subprodutos de origem animal e mesmo incluir alguns de origem vegetal na alimentação do jacaré-de- papo-amarelo em cativeiro.

O manejo reprodutivo do jacaré-de-papo-amarelo deve se iniciar já na formação do grupo reprodutor com animais adultos, sadios, bem instalados e bem alimentados. Para isso, antes de qualquer coisa deve- se proceder à sexagem dos animais. Como não há dimorfismo sexual evidente, isto requer a captura e imobilização dos animais. Nos adultos a sexagem é feita através de toque na cloaca, onde a presença do pênis no macho é facilmente percebida.

A formação de um grupo reprodutor da espécie tem como problema inicial a dificuldade de obtenção de animais sadios e férteis. São comuns casos de esterelidade em animais mantidos há muito tempo em cativeiro provavelmente por erros de manejo e são também comuns casos de não- adaptação ao cativeiro e morte de animais selvagens capturados adultos na natureza. O comportamento social eventualmente agressivo da espécie pode também dificultar a formação de um grupo reprodutor devido a brigas muitas vezes fatais. A médio e longo prazos a utilização de matrizes e reprodutores nascidos em cativeiro tende a aumentar a oferta de bons animais para reprodução. Quanto ao aspecto da agressividade durante a formação do grupo, um estudo desenvolvido no CIZBAS/ESALQ/USP de 1987 a 1991, a ser publicado, mostra que as interações agonísticas (brigas) em grupos em formação, normalmente ocorrem entre animais de porte diferente, mesmo que sejam de mesma origem e de sexos opostos. Daí, portanto, propõe- se a formação de grupos com animais de porte semelhante, independente de terem ou não a mesma origem. A proporção ideal entre machos e fêmeas ainda necessita de estudos para sua determinação apesar de vários valores empíricos serem defendidos. Os parques zoológicos e centros de pesquisa que conseguiram a reprodução da espécie em cativeiro possuiam desde simples casais até grupos compostos de vários machos e fêmeas.

Propôs-se que os recintos utilizados para a espécie sejam objetivamente avaliados em relação à sua função. Deste modo, os recintos de reprodução deverão ser avaliados pelo índice reprodutivo dos animais; os recintos de crescimento pela taxa de crescimento dos animais e assim por diante. O conceito de bem- estar animal apesar de obviamente importante é subjetivo e de difícil definição. Assim, o planejamento de um recinto deve levar em conta as exigências mínimas conhecidas da espécie para a realização da função a que se propõe, além, é claro, dos demais aspectos sanitários e de manejo ligados a ele. Desta forma, propõs-se a classificação de cinco tipos básicos de recinto: de reprodução, de crescimento, de exposição, misto e outros.

a) Recintos de Reprodução:
Tratam-se normalmente de recintos abertos, a temperatura ambiente que, como o nome diz, destinam-se a propagação em cativeiro da espécie, principalmente em centros de pesquisa e criadores particulares. A área mínima por animal, apesar de alguns valores empíricos serem defendidos, ainda necessita de estudos para sua determinação. Os parques zoológicos e centros de pesquisa que conseguiram a reprodução da espécie em cativeiro utilizaram desde aproximadamente 50 até centenas de metros quadrados por animal. Há também grande variação em relação ao tamanho e formato dos tanques. De um modo geral ocupam aproximadamente a metade da área total, com profundidade máxima de pelo menos um metro e rampas laterais levemente inclinadas. Tanques com formatos arredondados ou sinusóides parecem diminuir o número de brigas entre animais em relação a tanques com formato quadrado ou retangular. O concreto costuma causar ferimentos nos membros dos animais, o que não ocorre nos tanques de terra. A manutenção do limo em tanques de concreto diminuem ou mesmo eliminam este problema.
Na parte seca do recinto deve-se fornecer um ambiente parcialmente sombreado para que os animais possam buscar ou evitar a insidência solar direta. Isto é facilmente obtido em recintos vegetados com arbustos ou árvores.As fêmeas têm a tendência de nidificar nos locais mais “protegidos” do recinto. Por isso podem-se construir “abrigos de nidificação”, como os utilizados no CIZBAS/ESALQ/USP, de alvenaria ou madeira. Tratam-se de compartimentos de 2 x 2 metros com paredes de 1,5 metro de altura e uma única entrada de 0,5 metro de largura, onde as fêmeas costumam construir seus ninhos. Estes abrigos parecem também auxiliar na introdução de novos animais em um grupo já estabelecido. Conforme observações feitas, os animais introduzidos permanecem de poucos minutos a alguns dias isolados em seu interior antes de serem vistos próximos aos outros.
b) Recintos de Crescimento:
Destinam-se a animais em crescimento, principalmente em centros de pesquisa e criadores particulares. Nas criações intensivas os recintos de crescimento podem ter a principal função de fornecer aos animais uma temperatura ótima para seu crescimento, podendo tratar-se desta forma desde caixas d’água adaptadas até galpões especialmente construídos para este fim.Os recintos aquecidos de crescimentos devem contar com bom isolamento térmico, uma fonte de calor ligada a um termostato, alta densidade animal e pouca quantidade relativa de água, a ser trocada diariamente. Nas criações de aligator na Lousiana/EUA, usa-se temperatura constante de 30 graus Celsius, densidade inicial de 10 animais por metro quadrado, diminuindo gradativamente até chegar a 3 animais por metro quadrado aos 12 a 18 meses de idade (época de abate) em módulos de vinte metros quadrados com um espelho d’água de dez metros quadrados com profundidade máxima de 20 a 25 centímetros.

Recintos abertos de crescimento a temperatura ambiente podem apresentar bons resultados em regiões de clima quente. Mesmo assim, normalmente propiciam um crescimento mais lento aos animais. Tratam-se de recintos simples, normalmente com um tanque comprido e estreito de fácil limpeza e manejo dos animais, com profundidade máxima de pelo menos 60 centímetros, ocupando até cerca de 50% de sua área total. Em sua parte seca deve-se fornecer também um ambiente parcialmente sombreado onde os animais possam buscar ou evitar a insidência solar direta. Durante o inverno podem-se utilizar lâmpadas de aquecimento ou resistências em compartimentos protegidos dentro do recinto ou mesmo aquecer diretamente a água do tanque. Pequenos montes de palha podem servir como paliativo na proteção dos animais contra o frio excessivo. Por outro lado, o hábito de alguns animais, principalmente jovens, de permanecerem por longos períodos em seu interior sem se alimentar, faz com que no verão devam ser evitados.

Cerrado – Plantas do Sudoeste do Brazil

Evolvulus pterygophyllus

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O Domínio dos Cerrados ocupa cerca de 2 milhões de km2, ou 22% do território nacional, o solo é antigo, profundo e bem drenado. Nutricionalmente é ácido e de baixa fertilidade, com altos níveis de ferro e alumínio. O clima é estacional, com duas estações bem definidas: seca e úmida. A precipitação média anual é de 1500mm, com grandes variações intra-regionais (WWF & PRÓ-CER 1995). Os maiores problemas enfrentados pelo cerrado são a expansão agropecuária, as queimadas periódicas, e a invasão de espécies exóticas.

A listagem de espécies, aqui apresentada, é resultante do levantamento de Leitão Filho (1992). Espécies não arbóreas e informações referentes ao porte, ambiente em que ocorrem e fenologia das espécies foram acrescentadas a partir do levantamento florístico da Estação Ecológica de Assis, SP. Esta área constitui-se em um dos últimos remanescentes do ecossistema original que recobria a região oeste do Estado de São Paulo. A vegetação da Estação Ecológica enquadra-se no tipo cerradão (cerrado lato sensu), estando na zona limítrofe sul do grande Domínio dos Cerrados do Brasil.

Este levantamento, realizado pela Dra. Giselda Durigan, pesquisadora da Estação Ecológica de Assis, assim como as imagens fotográficas, foram produzidos com apoio do Projeto JICA/IF, de Recuperação de Florestas e do Meio Ambiente (Japan International Cooperation Agency/Instituto Florestal/Secretaria do Meio Ambiente). Os táxons apresentados tiveram seus nomes corrigidos pelo pesquisador Geraldo Antonio Daher Correa Franco – Divisão de Dasonomia – Instituto Florestal.

Todas as referências bibliográficas utilizadas neste levantamento, assim como, outras relacionadas com o tema, também estão disponíveis.

A Dra Giselda Durigan também é autora de um levantamento sobre Espécies Arbóreas e Arbustivas de Mata Ciliar.

Evolução da Biosseguranca como Ciencia

A palavra biosseguranca foi introduzida em nosso vocabulario oficialmente a partir da Lei n° 8.974, de 1995, e atualizada em 2005.

Os textos e manuais da area apontam para um conceito mais amplo, no qual o risco ou a probabilidade de um determinado dano ocorrer passa a ser o objeto da pesquisa desta nova Ciencia.

Risco biologico – ao qual estao sujeitos os pesquisadores e profissionais que atuam em laboratorios ou em ambientes onde estao presentes microrganismos – é apenas um dos segmentos de atuacao da biosseguranca como disciplina cientifica.

A primeira edicao da Classificação de Agentes Etiologicos (aqueles que causam doencas) corn Base no Risco foi realizada em 1974.

Nesse periodo, foi a primeira vez que os critérios e procedimentos necessários foram estabelecidos para amenizar os niveis de risco para os agentes microbianos.

Ao editar o primeiro Manual de Biosseguranca no mundo, em 1984, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos fez referência pela primeira vez a Biosseguranca (Biosafety, em inglês) como um conjunto de procedimentos, práticas e instalacões voltadas para controlar o biorrisco, ou seja, o controle do perigo advindo de organismos infecciosos.

Embora reconhecam a Biosseguranca como multidisciplinar, as publicacões sobre o assunto enfocam o risco biologico como o objejto principal de sua análise no contexto empregado, considerando os demais problemas como adjacentes e/ou coadjuvantes no processo de trabalho no laboratorio.

Como principio da Biosseguranca, a contenção e o manejo do risco representam o caminho seguro para a minimizacao de perigos. E importante ressaltar que este conceito esta ligado a probabilidades, pois não ha o risco zero em qualquer atividade no campo das Ciências da Vida.

A evolução histórica do conceito de risco e da sua percepcão ao longo do tempo representa a evolução da Biosseguranca como Ciência.

A história da medicina, por exemplo, registrou algumas tentativas de prevencao de risco, que hoje identificamos como a origem desta Ciencia. Isso mostra o quanto foi importante conter agentes patoge-nos, nao so para combater doencas que ameacam a população quanto para impedir que agentes de sadde tambem contraissem uma infeccao. Os procedimentos de prevenção destinados a seguranca do pesquisador, do objeto pesquisado e das condições ambientais, a pesquisa se realiza são elementos fundamentais para a minimização do risco e constituem o campo de ação da Biosseguranca como Ciência para proteger nossas vidas, dos animais e meio ambiente.

 

MSDN Informações do Cadastro de Micro Organismos

MSDN Informações Microbial de Organismos

É uma organização com informações importantes sobre os micro organismos catalogados e uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente:

CABRI(Common Access to Biological Resources and Information)
Site com acesso comum aos recursos biotecnológicos e Informações.

A MSDN foi criada em conexão com o projeto CABRI.
CABRI é co-financiado pelos parceiros e por meio de uma bolsa da DG XII da Comissão da União Europeia.

Microorganismos

Introduções de inimigos de inseto naturais no ambiente para o controle de pragas de insetos
Para maiores informações entre em contato conosco.
Equipe BDT

IRRO bancos de dados sobre liberações ambientais

IRRO é uma rede de informação, executado em uma base sem fins lucrativos, que visa fornecer acesso a todos os tipos de informações relevantes para a libertação de animais, plantas e microorganismos no ambiente.

IRRO é um acrônimo para Recursos da Informação para a Libertação de Organismos ao meio ambiente. Para mais informações sobre IRRO.

IRRO bancos de dados incluem:
Directory para Recursos em Libertação Ambiental de Organismos
Banco de Dados BIOCAT
BioTrack on-line da OCDE – Informações sobre Biotecnologia na OCDE
Código de Conduta para UNIDO Libertação Ambiental de OGM

Outros links de interesse são:
Manual de BioSegurança
Controle Biológico no Brasil