Estudo das Formigas por C. Roberto F. Brandão

beto Esta página pretende divulgar os trabalhos sobre diversos aspectos do estudo das formigas já realizados e os em andamento, junto à coleção de Hymenopte

O pano de fundo, referência e principal objetivo que norteiam e nortearam a grande maioria destes trabalhos é a coleção, resultado do esforço somado de dezenas de pesquisadores ao longo dos mais de 100 anos de história do acervo, entre eles os principais especialistas no estudo de formigas no Brasil até a década de 70.

ra do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

Estudos Especiais

 

Divisão de trabalho em operárias de Formica perpilosa
· Etogramas seqüênciais ao longo do desenvolvimento colonial de
Odontomachus affinis
· Inquilinismo incubatório entre Squamata e a cortadeira
Acromyrmex
· Perda de rainhas verdadeiras em
Megalomyrmex
· Simbiontes intestinais e trafaláxis abdominal em Cephalotini
· Organização social em
Ectatomma permagnum
· Química dos venenos alcalóides de Megalomyrmex
· Predação e fechamento de mandíbulas e
Acanthognathus rudis
· Depilação de presas miriápodos Polixenidae p/ formigas
Thaumatomyrmex mutillatus
· Biologia da formiga predadora de ovos de Diplopoda,
Stegomyrmex vizottoi
· Biologia reprodutiva da formiga sem rainha Dinoponera

· Biologia de 3 espécies do gênero
· Conteúdo de
glandula mandibular em membros de colônia de D.australis
· Morfologia e ultraestrura da
glândula pigidial de D. australis
· Inquilinismo em ninhos de D. australis por uma espécie de Pheidole

· Competição por carcaças por Blepharidatta e evolução da simbiose fungos e formigas

· Fragmose intraninho por rainhas de B. conops
· Distribuição de ninhos e
competição por carcaças em B. conops
· Cronobiologia de B. conops

· Comportamento fóssil de Technomyrmex

Preservação de Coleções

O Código Internacional de Nomenclatura Zoológica preconiza que a descrição de uma nova espécie deve ser acompanhada do depósito do material que embasou tal descrição em uma instituição oficial, não necessariamente um museu, mas estas são as instituições que melhor podem garantir a preservação das coleções por terem isto como um dos seu mais importantes objetivos.
A montagem de uma coleção partindo da estaca zero permite a tomada de decisões importantes já no início da formação do acervo. Por exemplo, não faz mais muito sentido coletar a esmo, sem seguir uma racional, que pode ser definida de várias formas, previlegiando uma determinada formação vegetal ou domínio morfo-climático, um certo segmento da fauna ou mesmo uma técnica de coleta. Coleções sobre temas bem definidos podem ser mais informativas que um acervo geral adquirido a partir de coletas não sistematizadas.
Para coleções formadas pela junção de diversos acervos pré-existentes, onde não houve oportunidade de se influenciar na sua formação, a primeira tarefa é conhecer a coleção determinando sua representatividade em relação a parâmetros escolhidos, tais como, municípios ou formações representadas, o que exige muitas vezes uma organização inicial do material. Com base neste conhecimento pode-se então passar à uma fase de ampliação, procurando agora completar lacunas na coleção tanto de representatividade geográfica quanto ecológica, escolhendo os métodos mais adequados para esta tarefa.
No caso de coleções de insetos, deve-se levar em conta que são extremamente abundantes e diversificados na maioria dos ecossistemas terrestres. A montagem de uma coleção representativa de um certo local ou habitat deve forçosamente empregar diversas técnicas de coleta e mesmo assim, a experiência mostra que cada vez que um novo método é empregado, novas espécies ou ainda seguimentos inteiros da fauna são somadas à coleção.
O preparo e conservação do material coletado é a garantia de que pesquisadores no futuro poderão utilizar os dados coligidos. Para tanto, um boa montagem que evidencie os caracteres mais utilizados na taxonomia do grupo e feita de forma padronizada, é fundamental. Mesmo a posição dos exemplares, isto é, todos com a cabeça voltada para o mesma direção, por exemplo, o que pode parecer trivial na verdade não é, pois permite o exame de vários exemplares sob as mesmas condições possibiltando ainda comparações.
Um cuidado especial deve ser dedicado aos rótulos e informações de campo referentes aos exemplares da coleção. Não será possível alterar estas informações no futuro e delas podem depender decisões importantes, portanto quanto mais informações associadas aos espécimens melhor, desde que seja possível recuperá-las. Nos rótulos devem vir, no mínimo, dados sobre a localidade, coletor e data de coleta, evitando-se descrições de localidades imprecisas ou que possam mudar como o tempo, com Km tal da estrada tal. Se possível é aconselhável que o rótulo traga indicações precisas sobre o local de coleta, incluindo coordenadas e os métodos usados para obtenção daquela amostra. Informações mais detalhadas sobre, por exemplo, tipo de ninho, plantas hospedeiras, parasitas, predadores, etc., devem ser anotadas em livro próprio, mantido junto à coleção. O mesmo cuidado dispensado aos exemplares deve ser dado a estes registros.
No Brasil muitas vezes a preservação das coleções exige cuidados na manutenção de um ambiente com umidade e temperaturas controladas. O perigo disto é que uma falta de energia pode alterar rapidamente estas condições, o que é pior para os espécimens do que a livre flutuação destes parâmetros. Acomodar exemplares em caixas de papelão dentro de gavetas de madeira bem fechadas, dentro de armários, pode resolver os problemas de conservação sem a necessidade de controle ambiental.
A disposição dos espécimens no acervo deve facilitar o acesso e exame contínuo do material, não só para permitir seu estudo, mas para fins de controle. Nada como o uso constante de uma coleção para detecção de problemas como fungos ou insetos, como dermestídeos e ácaros especializados em material armazenado. A ordem alfabética dos táxons, além de ser uma linguagem internacional, evita que a cada vez que a classificação de um certo táxon for alterada que a disposição do material também tenha que ser mudada.
Um outro aspecto fundamental é a literatura associada à coleção. Um acervo sem bibliografia perde muito valor. Portanto não só a presença de uma boa biblioteca sobre o tema da coleção, mas também sua condição de armazenamento e catalogação são ferramentas preciosas para o especialista. Juntar este material é tarefa de longo prazo, mas sua ordenação é trabalho quotidiano e tão importante quanto qualquer outro.

Criação

A manutenção de formigas em cativeiro é fundamental para a observação de comportamento em condições controladas. Com este objetivo implantamos no laboratório de estudo de formigas e outros Hymenoptera do Museu de Zoologia da USP uma rotina de criação, acompanhamento e observação adequada à diversas espécies de formigas.
Utilizamos tubos de ensaio para transporte das colônias até o laboratório, mas muitas espécies podem ser ai mantidas por tempos mais longos. Os tubos tem dimensões de cerca de 20 cm por 3 de diâmetro; preenchemos com água (preferencialmente destilada) até cerca de 3cm do fundo, mantida separada do resto por um chumaço de algodão compactado. Se o algodão estiver muito compacto, as formigas não poderão obter a umidade que necessitam; se estiver muito frouxo a água passará pelo algodão inundando o espaço onde elas são mantidas.
Outro chumaço de algodão fecha o tubo na sua boca; desta forma sobrea um espaço entre os dois chumaços, que abriga as formigas. Esta área é recoberta por papel celofane vermelho, já que a maioria dos insetos não enxerga neste comprimento de onda e portanto a observação sob iluminação não é prejudicada.
Ninhos em tubos são especialmente indicados para a manutenção de rainhas recém-fecundadas de espécies cujas rainhas não se alimentam nesta fase, mas a curvatura do vidro dificulta a obtenção de fotografias.
Ninhos de gêsso são pré-moldados são indicados para espécies que vivem em estruturas naturais rígidas e para colônias com muitos indivíduos. Moldamos as câmaras que queremos nos ninhos (de acordo com observações na natureza) com massinha de modelar, que colocamos sobre o fundo de um recipiente com o tamanho total do ninho a ser construído, despejando então o gêsso, que pode receber argila na sua composição, sobre os moldes. Após cerca de 1 hora desinformamos, retiramos a massinha e cobrimos as câmaras com vidro. A câmara que servirá de abrigo permanente à colônia recebe vidro pintado de tinta acrílica vermelha e nunca é aberto. A câmara que servira de arena recebe um vidro que pode ser retirado a cada vez que alimento for oferecido.

Pesquisadores da Seção de Hymenoptera do Museu de Zoologia da USP .

Atribuição ou Trabalho em desenvolvimento

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Curador da Coleção de Hymentoptera Prof. Dr. Carlos R. F. Brandão crfbrand@usp.br .
Mutillidae Márcio Andrei Guimarães maguim@ib.usp.br http://www.ib.usp.br/
Sphecidae Sérvio T. P. Amarante serviopa@usp.br .
Vespidae Orlando T. Silveira silveira@marajo.ufa .
Levantamento de Formicidae em Mata Atlântica Christiane I. Yamamoto christy@ib.usp.br http://www.ib.usp.br/
Levantamento de Formicidae em Cerrado Rogério Rosa da Silva rrsilva@ib.usp.br http://www.ib.usp.br/
Revisão de Octostruma (Basicerotini) Bodo Hasso Dietz bhdietz@ib.usp.br http://www.ib.usp.br/

 

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